
O Teatro Ensaio não surge, não aparece, é projectado com a intenção de criar uma companhia, em que possamos abordar o texto, não deixando a parte plástica, cénica em défice, mas com a principal preocupação de criar espectáculos a partir da palavra.
Uma das grandes provas da capacidade de resistência mental e física que o ser humano tem pós o caos, o extremo acontecimento e a noção de que para além de nada ainda existe a permanência, a solitária permanência entre e sobre os cacos, são os textos de Samuel Beckett.
Chaos III
“ Eu amo-te, tão amor, meu sexo, minha igual, só nós não chegamos.
A carne entre os dentes, que gosto minha igual.”
A grande questão entre o real quotidiano e o visionário ser tem esse riso de existir, esse gozo de tocar. De nos tocarmos, essa preciosa dor de nos tocarmos...
O encenador
