quarta-feira, junho 17, 2009

Primeiro Aniversário

O TEatroensaio não comemora este mês um ano de aniversário, mas sim três mil anos de teatro. Esta sim deve ser a verdadeira celebração, diária, de quem faz teatro. Existe uma enorme responsabilidade neste termo “Fazer teatro”. Uma responsabilidade, como acima foi referido, que se tem feito perpetuar desde há três mil anos.
Falemos então de responsabilidade e responsabilidades, falemos dos gregos e da Grécia, onde Sófocles, Aristóteles, Péricles, entre muitos outros, já aqui estavam onde nós pensamos estar hoje e pretendemos estar amanhã. E foi com um enorme sentido de responsabilidade e seriedade, que firmaram esta herança que muitos de nós abraçamos. Mas também somente foi possivel, por terem criado uma fortíssima base artistíca, política e histórica. Essa herança chegou, felizmente, até nós pelas mãos de, também, muitos outros que por vezes em condições terriveis, abraçaram e responsabilizaram-se por não deixar cair esta coisa fantástica que chamamos TEATRO.
Qual o segredo para a perpetuação, para a sobrevivência? O que nos cabe a nós, profissionais e não profissionais do/de teatro? Segredo esse que é tão simples, basta olharmos para as vitórias e sucessos de quem as teve no passado e no passado recente, muito simples as PESSOAS. Porque é disto que o teatro tem e deve tratar, das pessoas. Porque ao tratarmos de pessoas tratamos de Amor, Ódio, Alegrias, Dores, Política, enfim do mundo. É esta a nossa responsabilidade e a nossa prioridade nesta época tão desumanizada, tão afastada de realidades, tão afastada do indivíduo e da sua existência. A nossa prioridade é (re)ligar o teatro às pessoas e vice-versa.
Péricles instituiu uma coisa maravilhosa chamada “Theôricon”, uma coisa tão simples, um fundo especial para que todos os cidadãos pudessem assistir aos jogos/festivais de teatro.
Robespierre escreveu “Os teatros são escolas primárias e são um suplemento à educação nacional.”
Stanislavsky disse “Todo o atentado contra a actividade criadora do teatro é um crime público e contra o público.”
Garcia Lorca afirmou “Um povo que não ajuda e não fomenta o seu teatro, se não morreu ainda, está moribundo; do mesmo modo que o teatro tem que atender à pulsação do seu povo.”

Que responsabilidade nós temos, todos nós temos.

Do TEatroensaio, mero embrião que espera nascer e respirar livre, só podemos dizer que não existia se não tivessem sido as cerca de 60 pessoas que com uma generosidade exepcional, o têm feito respirar.

Bem Hajam, muito bem Hajam, Obrigado.


O TEatroensaio.

segunda-feira, junho 08, 2009

"B" a partir de Samuel Beckett

Últimos dias

11 a 14 de Junho

21h30

Blackbox do CACE Cultural do Porto ( Antiga Central Eléctrica do Freixo)

FESTA ENSAIO

O TEatroensaio - Teatreia Associação Cultural - convida-o para a celebração do seu 1ºaniversário.

A Festa terá lugar no CACE Cultural do Porto - Espaço Panmixia, pelas 23h30, do próximo Sábado, dia 13 de Junho.

Música a cargo do Dj Ruba Linho e Dj Pedro Ferreira.

Entrada Livre

Contamos consigo!

terça-feira, maio 26, 2009

B.


































B. a partir de Samuel Beckett

Uma das grandes provas da capacidade de resistência mental e física que o ser humano tem pós o caos, o extremo acontecimento e a noção de que para além de nada ainda existe a permanência, a solitária permanência entre e sobre os cacos, são os textos de Samuel Beckett.


Sim falamos sobre existencialismo, mas sobretudo sobre existência.

Estes textos que iremos apresentar são a prova literária, teatral e pessoal disso mesmo. O que levará? Que motivação terão estas personagens? Umas cómicas outras trágicas ao extremo do ridículo, a ainda permanecer?




“B.” é um espectáculo que trata e retrata esta existência que é tão frágil e ténue como a vida humana.
Pedro Estorninho


segunda-feira, março 30, 2009

ChAOs 4 - o quarto Chaos foi assim:



















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quinta-feira, março 19, 2009

ChAOs 4 - o quarto Chaos


















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Tudo e nada. No final sempre tudo. Será sempre o que exigimos dos que amamos. Um estrangeiro dentro de si, uma cara conhecida, um corpo criado mas no entanto tudo estranho “Lembras-te do teu nascimento?” ela “ Claro que não pai! Que disparate tão grande!”

Daqui em diante tudo em aberto, tudo a descoberto; que decisões? Que memórias escolher? Que memórias não escolher? Que caras aniquilar? Que caras colocar de novo na parede? Enfim, tudo o que possamos imaginar numa pergunta de quem está longe.
No entanto uma cidade que nos acolheu, no entanto o abrigo, no entanto tantos anos que nos deram do que lá não nos permitiram.
“Pai que vais fazer lá em baixo? La bas cet le fin du monde!”
Eterno e tão nosso conhecido problema migrante, não ser de cá nem de lá.
Baudelaire disse: “Homem amas o teu país? Não conheço a sua latitude.
Afinal que amas tu, homem enigmático?
As nuvens... as maravilhosas nuvens.”

O encenador
Pedro Estorninho

Para mais informações ou reservas ligue 918626345 ou contacte-nos no mail: teatroensaio@gmail.com
Apareça e divulgue

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