
terça-feira, agosto 25, 2009
segunda-feira, agosto 17, 2009
O TEatroensaio apresenta o seu novo trabalho

"A Última Porta"
de Pedro Estorninho
de Pedro Estorninho
Blackbox, Cace Cultural do Porto
(antiga central eléctrica do Freixo)
Este texto surge de uma notícia de jornal. Notícia que podia ser de um século qualquer anterior ao XIX. Mas não, aconteceu em 2005.
(antiga central eléctrica do Freixo)
Este texto surge de uma notícia de jornal. Notícia que podia ser de um século qualquer anterior ao XIX. Mas não, aconteceu em 2005.
Um grupo de homens foi escravizado por um agricultor a norte de Espanha, entre esses homens encontravam-se dois portugueses. Quando foram descobertos e soltos pela polícia local, um desses portugueses, António, devido aos maus tratos físicos e psicológicos só conseguia reter na memória o seu nome e nada mais. Nem sequer a sua nacionalidade sabia.
Esta peça trata exactamente sobre o tempo de cativeiro desses dois homens. Mas aqui a dor é mais intensa, eles lembram-se de vários acontecimentos passados nas suas vidas, somente não se lembram dos nomes. Tudo são memórias dentro de um espaço psicológico confuso e que por vezes se perde e os faz perder.
Uma das maiores e mais interessantes frases escritas por Lord Edmund Halley aplica-se perfeitamente a este espectáculo: “ Como as estrelas na noite também os nossos perdidos pensamentos furam a escuridão que envolve o espaço vazio até ao cérebro.”
Pedro Estorninho
Pedro Estorninho
Ficha Artística:
Texto e Encenação Pedro Estorninho
Assistência de Encenação Inês Leite
Interpretação André Brito e António Parra
Desenho e operação de luz Romeu Guimarães
Execução Cenografia Hugo Ribeiro
Produção Catarina Mesquita
Design gráfico Pedro Ferreira
quarta-feira, junho 17, 2009
Primeiro Aniversário
O TEatroensaio não comemora este mês um ano de aniversário, mas sim três mil anos de teatro. Esta sim deve ser a verdadeira celebração, diária, de quem faz teatro. Existe uma enorme responsabilidade neste termo “Fazer teatro”. Uma responsabilidade, como acima foi referido, que se tem feito perpetuar desde há três mil anos. Falemos então de responsabilidade e responsabilidades, falemos dos gregos e da Grécia, onde Sófocles, Aristóteles, Péricles, entre muitos outros, já aqui estavam onde nós pensamos estar hoje e pretendemos estar amanhã. E foi com um enorme sentido de responsabilidade e seriedade, que firmaram esta herança que muitos de nós abraçamos. Mas também somente foi possivel, por terem criado uma fortíssima base artistíca, política e histórica. Essa herança chegou, felizmente, até nós pelas mãos de, também, muitos outros que por vezes em condições terriveis, abraçaram e responsabilizaram-se por não deixar cair esta coisa fantástica que chamamos TEATRO.
Qual o segredo para a perpetuação, para a sobrevivência? O que nos cabe a nós, profissionais e não profissionais do/de teatro? Segredo esse que é tão simples, basta olharmos para as vitórias e sucessos de quem as teve no passado e no passado recente, muito simples as PESSOAS. Porque é disto que o teatro tem e deve tratar, das pessoas. Porque ao tratarmos de pessoas tratamos de Amor, Ódio, Alegrias, Dores, Política, enfim do mundo. É esta a nossa responsabilidade e a nossa prioridade nesta época tão desumanizada, tão afastada de realidades, tão afastada do indivíduo e da sua existência. A nossa prioridade é (re)ligar o teatro às pessoas e vice-versa.
Péricles instituiu uma coisa maravilhosa chamada “Theôricon”, uma coisa tão simples, um fundo especial para que todos os cidadãos pudessem assistir aos jogos/festivais de teatro.
Robespierre escreveu “Os teatros são escolas primárias e são um suplemento à educação nacional.”
Stanislavsky disse “Todo o atentado contra a actividade criadora do teatro é um crime público e contra o público.”
Garcia Lorca afirmou “Um povo que não ajuda e não fomenta o seu teatro, se não morreu ainda, está moribundo; do mesmo modo que o teatro tem que atender à pulsação do seu povo.”
Que responsabilidade nós temos, todos nós temos.
Do TEatroensaio, mero embrião que espera nascer e respirar livre, só podemos dizer que não existia se não tivessem sido as cerca de 60 pessoas que com uma generosidade exepcional, o têm feito respirar.
Bem Hajam, muito bem Hajam, Obrigado.
Qual o segredo para a perpetuação, para a sobrevivência? O que nos cabe a nós, profissionais e não profissionais do/de teatro? Segredo esse que é tão simples, basta olharmos para as vitórias e sucessos de quem as teve no passado e no passado recente, muito simples as PESSOAS. Porque é disto que o teatro tem e deve tratar, das pessoas. Porque ao tratarmos de pessoas tratamos de Amor, Ódio, Alegrias, Dores, Política, enfim do mundo. É esta a nossa responsabilidade e a nossa prioridade nesta época tão desumanizada, tão afastada de realidades, tão afastada do indivíduo e da sua existência. A nossa prioridade é (re)ligar o teatro às pessoas e vice-versa.
Péricles instituiu uma coisa maravilhosa chamada “Theôricon”, uma coisa tão simples, um fundo especial para que todos os cidadãos pudessem assistir aos jogos/festivais de teatro.
Robespierre escreveu “Os teatros são escolas primárias e são um suplemento à educação nacional.”
Stanislavsky disse “Todo o atentado contra a actividade criadora do teatro é um crime público e contra o público.”
Garcia Lorca afirmou “Um povo que não ajuda e não fomenta o seu teatro, se não morreu ainda, está moribundo; do mesmo modo que o teatro tem que atender à pulsação do seu povo.”
Que responsabilidade nós temos, todos nós temos.
Do TEatroensaio, mero embrião que espera nascer e respirar livre, só podemos dizer que não existia se não tivessem sido as cerca de 60 pessoas que com uma generosidade exepcional, o têm feito respirar.
Bem Hajam, muito bem Hajam, Obrigado.
O TEatroensaio.
segunda-feira, junho 08, 2009
"B" a partir de Samuel Beckett
Últimos dias
11 a 14 de Junho
21h30
Blackbox do CACE Cultural do Porto ( Antiga Central Eléctrica do Freixo)
11 a 14 de Junho
21h30
Blackbox do CACE Cultural do Porto ( Antiga Central Eléctrica do Freixo)
FESTA ENSAIO
O TEatroensaio - Teatreia Associação Cultural - convida-o para a celebração do seu 1ºaniversário.
A Festa terá lugar no CACE Cultural do Porto - Espaço Panmixia, pelas 23h30, do próximo Sábado, dia 13 de Junho.
Música a cargo do Dj Ruba Linho e Dj Pedro Ferreira.
Entrada Livre
Contamos consigo!
A Festa terá lugar no CACE Cultural do Porto - Espaço Panmixia, pelas 23h30, do próximo Sábado, dia 13 de Junho.
Música a cargo do Dj Ruba Linho e Dj Pedro Ferreira.
Entrada Livre
Contamos consigo!
terça-feira, maio 26, 2009
B. a partir de Samuel Beckett
Uma das grandes provas da capacidade de resistência mental e física que o ser humano tem pós o caos, o extremo acontecimento e a noção de que para além de nada ainda existe a permanência, a solitária permanência entre e sobre os cacos, são os textos de Samuel Beckett.Sim falamos sobre existencialismo, mas sobretudo sobre existência.
Estes textos que iremos apresentar são a prova literária, teatral e pessoal disso mesmo. O que levará? Que motivação terão estas personagens? Umas cómicas outras trágicas ao extremo do ridículo, a ainda permanecer?
“B.” é um espectáculo que trata e retrata esta existência que é tão frágil e ténue como a vida humana.
Pedro Estorninho
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